O que são princípios ativos e como são utilizados na farmácia de manipulação

Atualizado 01/06/26
Criado 01/06/26
Tempo de leitura: 5 minutos
Cápsulas de medicamentos espalhadas sobre uma superfície branca. Conteúdo fala sobre o que são princípios ativos.
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Todo medicamento, seja ele industrializado ou manipulado, tem ao menos um componente responsável pelo seu efeito terapêutico: o princípio ativo. É essa substância que atua no organismo para tratar, aliviar ou prevenir uma condição de saúde.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mantém um banco de dados com milhares de medicamentos registrados, que utilizam centenas de diferentes princípios ativos aprovados para uso humano. Cada um deles passou por avaliação quanto à segurança, eficácia e qualidade antes de ser autorizado para comercialização.

Apesar de estarem presentes em praticamente todos os tratamentos farmacológicos, os princípios ativos ainda geram dúvidas. O que exatamente eles são? Como funcionam no corpo? Qual a diferença entre princípio ativo e outros componentes da fórmula? E por que a dose correta faz tanta diferença?

Ao longo deste artigo, você vai entender o papel dos princípios ativos nos medicamentos e como eles são utilizados com segurança na farmácia de manipulação.

O que é um princípio ativo?

O princípio ativo é a substância química que compõe a estrutura do medicamento e é responsável pelo seu efeito farmacológico. 

Se você toma um analgésico para dor de cabeça, por exemplo, o princípio ativo é a molécula que vai interagir com os receptores do seu corpo para interromper o sinal da dor. 

Quando você observa a composição de um medicamento na embalagem ou na bula, o nome técnico que aparece, como dipirona ou omeprazol, por exemplo, corresponde ao princípio ativo. Já o nome comercial é definido pelo fabricante.

Em um medicamento manipulado, utiliza-se exatamente o mesmo princípio ativo presente nos produtos industrializados da drogaria. Quem indica o princípio ativo nesse caso é o profissional de saúde responsável pela prescrição do manipulado.

Quais são os princípios ativos?

Existem milhares de princípios ativos, que podem ser utilizados em medicamentos e suplementos. 

Alguns exemplos conhecidos são dipirona, paracetamol, omeprazol, metformina, losartana, vitamina D, melatonina, minoxidil e coenzima Q10. Cada substância possui uma ação específica no organismo e deve ser utilizada conforme orientação de um profissional de saúde.

Quer conhecer melhor os ativos utilizados em medicamentos e suplementos manipulados? Acesse nossa página de princípios ativos e consulte informações sobre diferentes substâncias, suas aplicações, posologia e mais. 

Qual a diferença entre princípio ativo e excipiente?

Muitas pessoas se surpreendem ao saber que um medicamento não é feito 100% de princípio ativo. Na verdade, ele é uma mistura de dois componentes principais:

  1. Princípio ativo: a substância que gera o efeito terapêutico;
  2. Excipiente: substâncias inertes (como amido, lactose ou celulose) usadas para dar volume, conservar, dar cor ou facilitar a deglutição da fórmula.

A grande vantagem da manipulação é que, enquanto a indústria utiliza excipientes padronizados, o laboratório magistral pode excluí-los se o paciente tiver intolerâncias a glúten, lactose ou corantes, por exemplo.

De onde vêm os princípios ativos?

A ciência busca esses ativos em diversas fontes para garantir que cada necessidade clínica seja atendida. 

Os princípios ativos mais utilizados por ter origem:

  • Sintética: produzidos em laboratório por meio de reações químicas controladas. É o caso de muitos medicamentos como anti-hipertensivos, analgésicos e antibióticos;
  • Vegetal: extraídos de plantas medicinais, com posterior padronização da concentração do composto ativo. Alguns exemplos são os extratos de ginkgo biloba, passiflora e curcuma longa;
  • Mineral: derivados de substâncias inorgânicas purificadas, como alguns sais minerais utilizados em suplementação;
  • Biotecnológica: obtidos por meio de processos que envolvem microrganismos, culturas celulares ou engenharia genética. É o caso de certos hormônios, enzimas e medicamentos biológicos.

Como os princípios ativos são utilizados na farmácia de manipulação?

A farmácia de manipulação não cria novos princípios ativos. Eles são adquiridos de fornecedores qualificados e acompanhados de laudos técnicos que comprovam identidade, pureza e concentração. 

Antes de serem utilizados, passam por conferência documental e avaliação técnica interna, conforme exigem as Boas Práticas de Manipulação da Anvisa (RDC 67/2007).

A partir da prescrição, o farmacêutico define a quantidade exata de cada princípio ativo, realiza a pesagem em balanças calibradas e conduz o preparo na forma farmacêutica indicada (como cápsulas, soluções, cremes, géis, entre outras).

Uma das principais características da manipulação é justamente a possibilidade de:

  • Ajustar a dose conforme a necessidade individual;
  • Associar mais de um princípio ativo em uma única fórmula, facilitando a rotina de quem toma vários medicamentos em um dia;
  • Adaptar a forma farmacêutica para facilitar o uso pelo paciente - por exemplo: um princípio ativo que normalmente é vendido em comprimido pode ser transformado em um gel transdérmico ou solução oral para quem tem dificuldade de engolir.

Todo o processo é documentado, permitindo rastreabilidade desde a matéria-prima até a fórmula final entregue ao paciente.

Por que a dose do princípio ativo é importante?

A dose do princípio ativo determina a intensidade do efeito terapêutico e a segurança do tratamento. Quantidades abaixo do necessário podem não produzir o resultado esperado; enquanto doses acima do indicado aumentam o risco de efeitos adversos e toxicidade.

Cada princípio ativo possui uma faixa de dose considerada segura e eficaz, definida com base em estudos clínicos e evidências científicas. Essa faixa pode variar conforme idade, peso, condição de saúde, uso de outros medicamentos e objetivo terapêutico.

Na farmácia de manipulação, a possibilidade de ajustar a dose permite que o tratamento seja mais individualizado, respeitando a necessidade específica do paciente. Por isso, a prescrição correta e a pesagem precisa durante o preparo são etapas fundamentais para garantir eficácia e segurança da fórmula.

Um medicamento pode ter mais de um princípio ativo? 

Sim. Um medicamento pode conter mais de um princípio ativo, desde que sejam compatíveis e essa associação tenha justificativa clínica, sendo indicada por profissional habilitado. 

A combinação de princípios ativos pode potencializar efeitos terapêuticos, atuar em diferentes mecanismos da mesma condição ou facilitar a adesão ao tratamento ao reunir substâncias em uma única fórmula.

É comum, por exemplo, associar ativos com ações complementares no tratamento de dor crônica, distúrbios hormonais, saúde metabólica ou doenças dermatológicas.

No entanto, a combinação exige cuidados técnicos importantes, como:

  • Avaliação de compatibilidade físico-química entre os ativos;
  • Análise de possíveis interações medicamentosas;
  • Definição correta das doses individuais;
  • Verificação de estabilidade da fórmula;
  • Adequação da forma farmacêutica.

Na manipulação, o farmacêutico avalia todos esses fatores antes do preparo. Quando há qualquer dúvida técnica, pode entrar em contato com o prescritor para ajustes ou esclarecimentos, garantindo que a associação seja segura e adequada ao paciente.

Como é feito o controle de qualidade dos princípios ativos?

O controle de qualidade dos princípios ativos começa antes mesmo de eles chegarem ao laboratório. A farmácia de manipulação deve adquirir matérias-primas apenas de fornecedores qualificados, que apresentem documentação técnica completa, incluindo laudos de análise com informações sobre identidade, pureza, teor e possíveis impurezas.

Ao receber o insumo, a equipe técnica da Raia Manipulação confere:

  • Documentação do lote e validade;
  • Condições de transporte e armazenamento;
  • Integridade da embalagem;
  • Correspondência entre o material recebido e o pedido realizado.

Somente após essas etapas o princípio ativo é liberado para uso. Durante a manipulação, há registros que permitem rastrear qual lote foi utilizado em cada fórmula preparada.

Esse controle é essencial para garantir que a substância utilizada esteja dentro dos padrões exigidos pelas normas sanitárias e que a dose prescrita corresponda exatamente ao que será administrado ao paciente.

Manipulados seguros e de qualidade você encontra na Raia Manipulação

A Raia é uma farmácia que cuida da saúde de milhares de brasileiros há mais de 100 anos e, agora, essa tradição também está presente na manipulação, com um serviço que une a confiança de uma das maiores redes de farmácias do país a processos rigorosos de qualidade e segurança.

Nosso laboratório é certificado pela Anvisa e garante a rastreabilidade das matérias-primas utilizadas em cada fórmula preparada. 

Faça seus manipulados com a Raia e tenha a tranquilidade de que seus medicamentos terão princípios ativos de procedência garantida. Envie sua receita e receba um orçamento em minutos!

Laísa Costa
Farmacêutica da Raia Manipulação

CRF 74.121

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